Nosso corpo é a chave para entendermos como funcionamos e como
estabelecemos padrões que repetimos em nossa vida.
Desde que o ser humano nasce e se insere socialmente no mundo, ocorrem
transformações emocionais e biológicas por meio de processos complexos de
interação. Estas transformações ocorrem ao longo do nosso desenvolvimento desde
a mais tenra infância – inclusive desde a experiência intrauterina – e estão
ligadas à “fronteira” entre o organismo e o ambiente (relação dialética).
O que somos hoje é a síntese das inúmeras possibilidades de nosso “vir a
ser” no mundo. Nossos gostos, ideais, objetivos, aparência, praticamente tudo
que somos, é fruto de uma relação funcional com a vida, que na dinâmica das
relações vai nos constituindo como “ser no mundo”.
Desta forma, no âmbito dessa psicodinâmica relacional, aprendemos a
resistir às dificuldades da vida, a enfrentar as adversidades, a organizar
nossa respiração, a pausar ou avançar.
Por isso, cada um de nós reage conforme sua própria experiência de campo durante a
vida. Algumas pessoas deprimem, outras apresentam maior facilidade para surto
psicótico, outras se organizam de maneira ansiosa, etc.
Embora possamos narrar histórias que enganam a nós mesmos, o corpo não mente, e vai nos apontando o caminho certo sobre como
organizamos nossa psicodinâmica.
As dores, a rigidez, a flacidez específica
neste ou naquele ponto, as necessidades abusivas de comer, as interrupções na respiração, tudo isso nos traduz um excelente caminho para o
trabalho clínico na psicoterapia.


Nenhum comentário:
Postar um comentário