sábado, 24 de agosto de 2013

Desenvolvimento Humano


Nosso corpo é a chave para entendermos como funcionamos e como estabelecemos padrões que repetimos em nossa vida.

Desde que o ser humano nasce e se insere socialmente no mundo, ocorrem transformações emocionais e biológicas por meio de processos complexos de interação. Estas transformações ocorrem ao longo do nosso desenvolvimento desde a mais tenra infância – inclusive desde a experiência intrauterina – e estão ligadas à “fronteira” entre o organismo e o ambiente (relação dialética).

O que somos hoje é a síntese das inúmeras possibilidades de nosso “vir a ser” no mundo. Nossos gostos, ideais, objetivos, aparência, praticamente tudo que somos, é fruto de uma relação funcional com a vida, que na dinâmica das relações vai nos constituindo como “ser no mundo”.

Desta forma, no âmbito dessa psicodinâmica relacional, aprendemos a resistir às dificuldades da vida, a enfrentar as adversidades, a organizar nossa respiração, a pausar ou avançar.

Por isso, cada um de nós reage conforme sua própria  experiência de campo durante a vida. Algumas pessoas deprimem, outras apresentam maior facilidade para surto psicótico, outras se organizam de maneira ansiosa, etc.

Embora possamos narrar histórias que enganam a nós mesmos, o corpo não mente, e vai nos apontando o caminho certo sobre como organizamos nossa psicodinâmica. 

As dores, a rigidez, a flacidez específica neste ou naquele ponto, as necessidades abusivas de comer, as interrupções na respiração, tudo isso nos traduz um excelente caminho para o trabalho clínico na psicoterapia.

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